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Blog - Categoria Conservação

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Jardins de Mel: Excelente ideia desde que feito com cuidado

Por : Murilo S Drummond 13/04/2019

Excelente iniciativa da Prefeitura de Curitiba tem chamado a atenção e que é o projeto Jardins de Mel*.


A proposta visa a implantação de ninhos de abelhas sem ferrão em áreas verdes do município. Além de dar melhores condições de sustentabilidade ao ecossistema local traz à tona a questão da conservação de nossas abelhas nativas, muitas vezes esquecidas na nossa história.


Apesar de louvável, há questões que devem ser consideradas em projetos desse tipo, caso algum outro município tenha interesse em replicar. Não basta simplesmente colocar os ninhos nas áreas públicas, sob pena da iniciativa acabar dando mais trabalho do que resultado prático. Segue então algumas dicas para a tomada de decisão correta:


a) Verificar quais as espécies são de ocorrência natural na área de implantação: O uso de espécies locais (tanto das abelhas como da vegetação), além de aumentar a chance de sucesso no projeto, evita futuros impactos na biodiversidade local.


b) Verificar se o ecossistema local oferece suporte adequado para as colônias: Suporte inclui quantidade de alimento (néctar e pólen) e cavidades adequadas para a nidificação. Isto permite que as espécies se auto sustentem sem depender da intervenção direta e permanente da prefeitura.


c) Implantar os ninhos gradativamente: A implantação gradual permite que se acompanhe o desenvolvimento do projeto sem a colocação excessiva de ninhos além da capacidade de suporte local.


Tendo estes cuidados se evita que o tema seja mais um explorado de forma midiática, o que não cabe neste caso, pois estamos tratando de coisa séria, a manutenção da dinâmica reprodutiva de nossos ecossistemas.


Para saber mais acesse o curso Biologia, Criação e  Conservação das Abelhas Sem Ferrão (https://scienteveritas.com.br/curso.php?c=58), ou Meliponicultura Conservacionista (https://scienteveritas.com.br/curso.php?c=7) e conheça técnica para avaliar a viabilidade de criação de abelhas sem ferrão em seu projeto de meliponicultura.

*Informações podem ser obtidas aqui (http://www.curitiba.pr.gov.br/conteudo/jardins-de-mel/2944). 

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Nossas mal-tratadas águas de todos os dias

Por : João O Malheiros 17/04/2019

No dia 22 de março aconteceu mais um Dia Mundial da Água. É uma efeméride que, como toda data comemorativa, tem uma história. A data foi adotada por recomendação da Agenda 21 que foi aprovada na grande conferência mundial do meio ambiente, a Rio 92. A Assembleia Geral da ONU sancionou a recomendação no dia 23 de fevereiro de 1993 e o primeiro 22 de março como Dia Mundial da Água acontece naquele ano.


A situação geral dos rios brasileiros é a melhor medida de aferição do grau de sucesso das legislações ambientais que apontam a reversão da degradação e para avaliação das práticas sociais que impulsionam processos deletérios e impactos destrutivos. Rios em meio urbano expressam bem todo o potencial negativo da incúria socioambiental que tem prevalecido.


A boa saúde das águas das grandes bacias brasileiras depende em grande medida de cuidados sistêmicos. E o resultado destrutivo gritante nos grandes rios urbanizados é “café pequeno” em relação ao que acontece na outra ponta, a invisível, nas pequenas e micro-bacias, com a extinção em massa dos olhos-d’água, as nascentes.


A relação das abelhas nativas com a água é vital. Não há hipótese de uma meliponicultura sem fonte adequada de água. A água é fonte de sustentação das abelhas e parte fundamental do principal produto, que é composto de 18 a 30% de água, dependendo da espécie. Todos os corpos, mas principalmente os cursos d’água – córregos, riachos, ribeirão, rio – são determinantes para a vida das espécies, incluindo a nossa, a humana.


Os rios urbanos e a água para as cidades estavam no foco das campanhas de 1999 e 2011. Para nós – as abelhas e os humanos  - preservar as nascentes e as micro-bacias hidrográficas, com o devido respeito aos ecossistemas associados a sítios com nascentes, seja em meio rural ou urbano,  seria um ótimo tema global para o próximo Dia Mundial da Água.

 

 

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Dia do Planeta Terra 2019 Foca na Extinção das Espécies

Por : João O Malheiros 21/04/2019

Uma data mundial voltada para a situação do nosso Planeta é o Dia da Terra (22 de abril) ou Dia do Planeta Terra.  Ele foi criado em 1970 pelo senador ambientalista estadunidense Gaylord Nelson, que morreu em 2005. Ele organizou o primeiro Dia da Terra, um fórum ambiental com a participação e mobilização em diferentes níveis de 20 milhões de pessoas, duas mil universidades, 10 mil escolas.


A ideia é um dia sem dono. Qualquer grupo de cidadãos ou mesmo indivíduos podem montar uma programação. Um site, o Earth Day (www.earthday.org) organiza a lista mundial de ações programadas. Há também a sugestão de um tema global, que neste ano será “Proteger nossas espécies”, e de um lema, “Ninguém está sozinho”.



A ONU resolveu em 2009 aderir ao Dia da Terra e adotou o dia 22 de abril como o Dia Internacional da Mãe Terra. O espírito da data continuaria o mesmo: problematizar a situação da vida no Planeta e a contribuição da humanidade para resolver os problemas e eliminar as ameaças aos ecossistemas e às espécies.



A campanha do Dia do Planeta Terra 2019 considera que está em curso uma onda de extinção de espécies e que muitas estão sendo ameaçadas. Há material disponibilizado para 14 grandes ameaçadas e a primeira espécie na lista da são as abelhas.


“As abelhas são uma espécie chave, com as outras espécies dependendo delas para sobreviver. Muitas espécies de animais dependem das abelhas para sua sobrevivência porque suas fontes de comida, incluindo nozes, bagas, sementes e frutos dependem da polinização por esses insetos”, diz entre outros argumentos o material do Dia do Planeta Terra 2019.


Visite o site www.earthday.org e pesquise mais sobre Dia da Terra, Dia do Planeta Terra e Dia Internacional da Mãe Terra, assuma uma atitude e promova uma ação. 

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Oficina sobre legalização da meliponicultura no Maranhão acontece no IFMA no Dia Mundial de Meio Ambiente

Por : João O Malheiros 26/05/2019

Vai acontecer no IFMA do Monte Castelo, São Luis, no próximo 5 de junho, Dia Mundial do Meio Ambiente, a Oficina Meliponicultura Ativa, da qual participarão criadores de abelhas sem ferrão, técnicos de órgãos públicos e de organizações da sociedade civil, especialistas das Universidades, estudantes e professores.

 

Durante todo o dia, os assuntos trabalhados serão, pela manhã, os aspectos políticos do processo de legislação da meliponicultura no Maranhão e no Brasil; pela tarde, serão abordados os aspectos técnico e científicos das normas oficiais da criação de abelhas nativas.

 

À noite, acontecerá um curso rápido sobre as abelhas sem ferrão para estudantes de licenciatura e professores de biologia e ciências naturais. O conteúdo será apresentado pelos professores Me.Cíntia Pacheco (PGAN/UFMA), Dra. Eleuza Tenório (UEMA) e Dr Murilo Drummond (PGAN/UFMA).

 

A iniciativa da Oficina é da Amavida. Participam da promoção a Associação Agroecológica Tijupá, o IFMA-Monte Castelo, a AGED, o Programa Abelhas Nativas/UFMA, a UEMA,  ISPN e a ASAMaranhão.

 

As vagas presenciais são limitadas. Haverá transmissão on-line em tempo real pela web pelo site scienteveritas.com.br. Já está disponível o link para as inscrições, que são gratuitas: https://bit.ly/2w844EU.

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